Fiscalização de óleo usado deve aumentar em bares e restaurantes no verão

Com o verão batendo recordes de temperatura e o aumento no movimento de bares e restaurantes, a fiscalização sobre o descarte de resíduos, especialmente óleo de cozinha usado, deve se intensificar em todo o Brasil.

Em Curitiba, por exemplo, o descarte irregular pode gerar multas que ultrapassam R$ 20 mil, além da suspensão da coleta pública para estabelecimentos considerados grandes geradores:

“O descarte incorreto de óleo de cozinha usado é uma infração ambiental com impactos diretos na saúde pública, no meio ambiente e no bolso dos empresários. A empresa que não tiver em dia com o descarte e com os certificados emitidos pelas empresas licenciadas pelo meio ambiente, podem sofrer”, diz Vitor Dalcin, diretor da Ambiental Santos, empresa pioneira na coleta de óleo no Paraná e em Santa Catarina.

Na maioria das cidades brasileiras a fiscalização ocorre por meio de vistorias realizadas durante três ciclos de coleta. Se constatada a falta de documentação adequada e o comprovante da reciclagem correta, o estabelecimento pode ser multado com infrações que, somadas, podem ultrapassar R$ 20 mil.

“Normalmente bares e restaurantes, principalmente do litoral, se preparam para o período de maior movimento com contratação de funcionários, preparação de estoque, revitalização do salão de atendimento e acabam deixando de lado algo que pode custar muito caro para o bolso e para a saúde dos frequentadores”, finaliza Dalcin.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010 obriga bares e restaurantes a gerir resíduos como óleo usado de forma sustentável, incluindo coleta seletiva e destinação para reciclagem. Não cumprir pode levar a multas e interdição.

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